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A Importância da Administração nas Empresas

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Causa principal da maior parte das quebras e falências das micros, pequenas e médias empresas, a falta de um administrador é algo recorrente em grande parte do ambiente empresarial brasileiro. Mais do que isso, é notória a dificuldade de empresários que iniciam seu próprio negócio em administrar empresas e suas áreas. E falar sobre a importância da administração nas organizações é o objetivo de hoje na série “Como Abrir a Sua Empresa“.

 

Além da empolgação com o início do novo negócio (e o foco no desenvolvimento do nicho no qual tem o conhecimento e a expertise), e como apenas uma pequena parte dos novos empresários que dão início a novos negócios tem experiência e conhecimentos específicos na área administrativa, é algo sempre complicado distinguir gerenciamento de negócio e talento para o negócio.

 

Gerenciar X Administrar

Por incrível que pareça essa distinção entre gerenciar e desenvolver o negócio é algo ainda incipiente em grande parte das empresas, principalmente em firmas de cunho familiar. Apesar de casos notórios, somente uma minoria das empresas alcançam êxito baseado no talento de quem toca o negócio, “escanteando” a administração.

 

E mesmo nesses casos, o crescimento e o desenvolvimento do projeto exige uma administração efetiva e organizada, sob pena de excelentes iniciativas irem por água abaixo. Fazendo um exercício básico de memória, quantas pessoas fracassaram em tocar sua própria empresa ainda que dotadas de um talento indiscutível e o famoso “tino para o negócio”?

 

Tipo de Administração de Empresas

A administração empresarial é tão vital para a organização, que é a única função exigida legalmente no Contrato ou Estatuto Social. São três formas básicas para definir a administração e o gerenciamento da empresa: própria, contratada ou terceirizada. Levando em consideração o tamanho do projeto, é possível efetuar uma administração própria no início do negócio. O tempo destinado a isso, contudo, é um componente essencial a ser considerado. Um empresário com grande talento para as vendas pode destinar um tempo precioso (e vital para o negócio) com funções gerenciais. Período que, dependendo da extensão e da dependência da área comercial aos seus talentos, pode significar o sucesso ou a ruína da empresa.

 

Optar por registrar um administrador ou terceirizar o serviço para uma empresa especializada são as outras opções. Aqui começam algumas dificuldades que, disseminadas, ajudam a atrasar a adoção de profissionais da área administrativa na maior parte dos pequenos e médios negócios. A velha chacota do “quem não sabe o que quer, faz Administração”, mais do que vitimar os estudantes e/ou aspirantes ao curso superior de administração, resulta em um preconceito que se reflete no mercado profissional e sua disponibilidade de mão-de-obra.

 

Mercado da Administração

Com pouco mais de 400 mil profissionais no mercado, cerca de 2.600 cursos superiores e por volta de 114 mil novos estudantes formados saindo das faculdades anualmente, o que, à primeira vista aparenta um excesso, esconde uma necessidade gritante: pesquisas apontam que 65% das empresas têm carência de profissionais de Administração para suprir a demanda do mercado empresarial. Se considerarmos que o Brasil possui hoje mais de 17 milhões de empresas ativas, nem mesmo projeções antigas de 2 milhões de profissionais formados na década atual (que não se realizaram) dariam conta do recado.

 

A importância na definição de um modelo administrativo e gerencial para a empresa no início do projeto é algo que pode permitir ao empresário dedicar-se a sua verdadeira vocação, desenvolvendo o negócio para o qual possui talento e objeto de sua intenção de tocar a própria empresa. Ainda que não se trate de uma equação exata, boas práticas administrativas refletem de forma decisiva no funcionamento da empresa. E podem, eventualmente, se tornar o fator de diferenciação entre o sucesso e o fracasso do seu negócio.

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