Conheça quais os custos para contratar um funcionário

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Investir em funcionários para uma empresa é uma iniciativa importante para o crescimento de um negócio. Antes de dar esse passo, contudo, o empreendedor tem de analisar bem a situação do seu estabelecimento, já que uma contratação não significa apenas gastos com um salário, mas uma série de despesas e benefícios que podem elevar de forma significativa os custos da empresa. Entender os custos que envolvem uma admissão é o tema de hoje na série “Como Abrir a Sua Empresa“.

 

Os custos que envolvem empregar e manter futuros contratados vão mais além. Incluem todas as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que constitui uma junção de várias “taxas” que formam o salário mensal do empregado. Se você ainda não sabe quais os custos para contratar um funcionário, veja agora os valores básicos gastos em uma contração:

 

FGTS

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, mais conhecido como FGTS, é uma espécie de poupança que é assegurada para o trabalhador. Essa garantia funciona assim: todo mês o empregador tem que depositar uma porcentagem do salário do funcionário em uma conta corrente do FGTS. Mas o valor não sai do pagamento do contratado, e sim do caixa da empresa. O FGTS também tem que ser depositado sobre o pagamento do 13º salário, das férias e do aviso prévio.

 

13º salário

Esse é um pagamento a mais que o empresário precisa fazer ao funcionário, sempre no final do ano. Esse salário é dividido em duas partes. A primeira costuma ser paga até o mês de novembro. Já a segunda deve ser depositada até o dia 20 de dezembro.

 

Férias remuneradas

Depois de um ano que o contratado está trabalhando, ele tem direito a trinta dias de férias, período que será remunerado. Nesse caso, a empresa precisa incluir 1/3 do salário do trabalhador, o que é chamado de abono constitucional.

 

De acordo com a lei, o funcionário tem direito a tirar apenas vinte dias de descanso e receber em dinheiro pelos dez dias restantes. Em relação as férias, você precisa ficar atento se precisa ou não colocar um empregado temporário no lugar. Porque caso precise, isso demanda ainda mais gastos.

 

INSS

O INSS é um direito que dá benefícios, pensões em caso de afastamento do trabalho, e claro, a aposentadoria. Parte do valor pago para o INSS é relativo a uma porcentagem do salário do contratado. Já outro pedaço sai do bolso do empregador. É muito importante manter o pagamento do INSS em dia, porque, caso contrário, o dono do negócio pode até ser preso por apropriação inébita.

 

Aviso prévio

Esse é mais um dos custos para contratar. O aviso prévio serve para quando o empregado for demitido sem justa causa. Neste caso, a empresa pode pedir para que ele trabalhe até o mês terminar, ou simplesmente pagar esse benefício.

 

Quando o contratante escolhe pagar o aviso prévio, esse valor vai corresponder ao salário do funcionário na época da demissão. E o empregador não pode esquecer do 13º salário e as férias proporcionais, tudo que o empregado tem direito. É preciso lembrar também de pagar uma multa de 50% do valor do FGTS.

 

Vale-transporte

Neste benefício, a empresa paga no começo do mês o valor relativo a ida e a volta do funcionário para o serviço. E o dinheiro dado tem que corresponder ao preço das passagens inteiras.

 

Como o valor tem que ser exato ao transporte do empregado, o custo pode ser descontado do salário, em um montante que não pode ultrapassar 6% do que ele recebe. Caso a quantia do vale-transporte passe disso, a diferença tem que ser paga pelo empresário.

 

Hora Extra

É importante ter em mente que realizar hora extra não é obrigação do trabalhador. Mas, se for necessário que isso aconteça, e o funcionário aceitar, deverá ser assinado um acordo entre ambos. O dinheiro pago pela hora extra é de, no mínimo, 50% a mais do que o valor do horário normal.

 

Adicional noturno

No caso desse custo para contratar o empregado contemplado é o que faz o serviço entre às 22h e às 5h da manhã do dia seguinte. O trabalhador receberá com o adicional noturno uma remuneração 20% maior do que o salário habitual, tudo por causa do período adverso de trabalho.

 

Vale-alimentação

A oferta desse benefício depende de cada empregador. Este vale não é obrigação legal dos contratantes, a não ser que esteja previsto em contrato de trabalho. Por isso, em muitas empresas o vale-alimentação se torna um diferencial. Se o auxílio for dado, será fornecidos por meio de cartão magnético ou tíquetes, o que pode referir a desconto de até 20% do salário do funcionário.

 

Existe uma série de outros custos que podem ser necessários na contratação e/ou manutenção de um funcionário. Conhecê-los e calculá-los faz parte do trabalho da área de Recursos Humanos (RH) da empresa e permite uma melhor organização e administração do negócio. Um bom empreendedor precisa ficar sabendo sobre quais os custos para contratar um funcionário, além do salário normal. Com essas informações, em empresa pode analisar com precisão e ver se vale a pena ou não contratar funcionários para o seu negócio.

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